Salva
de alvorada e eu, acordada
Se
raiar o dia eu não durmo mais
Passo
um café e abro as janelas.
Salva
de alvorada e eu, abandonada.
Salve
São João e eu não me salvo
Como
eu me livro desta escuridão?
Ando
por ter medo de parar pra sempre.
Salve
são Longuinho e eu não me acho.
Não
tenho caminho nesta ocasião.
Saldo
negativo desta madrugada:
Olhos
demarcados de roxo covarde.
Salva
de alvorada, e eu não amanheço.
Salve Santo Antônio de braços vazios.
Selva
é esta cama sem o meu menino.