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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Dela.

    Desceu o morro aos atropelados, o coração batendo forte, desceu correndo a ladeira, pulando alto os obstáculos. Passou por gentes despingolado, precipitado, sem gravidade, sem dar a seta, sem ter cuidado. Já não cabia naquela roupa, naquele corpo, naquele bairro. Suava frio, fugiu de si, entrou num beco, sentou no chão, escondeu o rosto dentro da camisa, pôs as mãos no coração - pra ter certeza de que ele ainda estava ali. Respirou fundo, fechou os olhos, abriu um sorriso, reclinou a cabeça, abriu os olhos e viu o céu, e constatou que era verdade: estava vivo, não era sonho, tinha beijado o rosto dela.



5 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Só pode ter sido o primeiro beijo!!!!!!!!!
    MA-RA-VI-LHO-SO...seria tão bom se isso acontecesse de vez em quando e não só uma vez!!!
    Gostei do que vi e li e da tua visita...por isso estou te seguindo!

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  3. Olá,
    Depois de longa ausência, volto a lhe visitar e, curiosamente, percebi que ainda não seguia o seu blog e nem você ao meu, todavia já corrigi minha falta.
    Parabéns pela postagem! Gostei muito...
    “Que a Luz do Sagrado ilumine o vosso caminho...”
    Aceite meu abraço e até mais!

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  4. Puxa, que lindo!! Singelo ;)

    Beijoo'o
    http://flores-na-cabeca.blogspot.com.br/

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"E somente a alguns, a que tal graça se consente é dado lê-la..."